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Abstracts XIX Brazilian Congress of Nuclear Medicine

14. NEUROPSYCHIATRY

 

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14.9 - ESCLEROSE TUBEROSA: SENSIBILIDADE DO SPECT ICTAL NA AVALIAÇÃO DO FOCO EPILEPTOGÊNICO

Kato, M; Wichert-Ana, L; Garzon, E; Terra, VC; Velasco, TR; Fernandes, RMF; Iasigi, N; Santos, AC; Machado, HR; Sakamoto, AC - Serviço de Medicina Nuclear, Departamento do Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica & Centro de Cirurgia de Epilepsia & CIREP Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, de Ribeirão Preto - USP

O complexo esclerose tuberosa é uma desordem genética multi-sistêmica, onde os distúrbios neurológicos incluindo a epilepsia são a maior causa de morbidade e mortalidade. A identificação precisa da zona epileptogênica para eventual exérese cirúrgica é imprescindível para a cura ou melhora da epilepsia. Objetivamos avaliar a sensibilidade do SPECT ictal na localização ou lateralização do foco epileptogênico, confrontados com os achados da monitorização vídeo-eletroencefalográfica (MVE).Sete crianças com o complexo de esclerose tuberosa (3M, 4F, entre 2 e 14 anos, com idade média de 8,7 anos) foram estudados e diagnosticados através da história clínica, MVE, ressonância nuclear magnética (RNM) e tomografia computadorizada (CT) de encéfalo. Os SPECTs ictais foram realizados durante o período da MVE e receberam 370 a 740 MBq de 99mTc-ECD (etilenodicisteína) durante a crise epiléptica. Os SPECTs ictais mostram vários déficits perfusionais nos hemisférios cerebrais correspondentes aos tuberes detectados pela RNM. Os resultados das alterações perfusionais do SPECT ictal para a localização e a lateralização do epileptógeno em relação aos achados da MVE mostram: 1) aumento perfusional localizatório concordante à MVE em 2 pacientes; 2) aumento perfusional lateralizatório concordante a MVE, porém não localizatório em 2 pacientes; 3) aumento perfusional discordante aos achados da MVE em 2 pacientes; 4) aumento perfusional localizatório, porém com MVE duvidosa quanto à lateralização em 1 paciente. Dos resultados obtidos 4 pacientes foram lateralizatórios ou localizádorios (57%), em relação a MVE. Dois pacientes em que o SPECT ictal lateralizou e não localizou e em um paciente, em que não lateralizou e não localizou foram submetidos a exérese do foco epileptogênico. Os achados anátomo-patológicos confirmaram o diagnóstico de esclerose tuberosa e todos os pacientes estão isentos de crises epilépticas desde a cirurgia, com tempo de acompanhamento evolutivo pós-cirúrgico médio de 17,6 meses. Apesar da casuística ser pequena, as alterações perfusionais ictais detectadas pelo SPECT ictal podem contribuir para lateralizar ou localizar o foco.

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