| Abstracts XIX Brazilian Congress of Nuclear Medicine 14. NEUROPSYCHIATRY |
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SPECTs ICTAIS MÚLTIPLOS NAS EPILEPSIAS DE DIFÍCIL LOCALIZAÇÃO E LATERALIZAÇÃO DA
ZONA EPILEPTOGÊNICA. Kato, M; Wichert-Ana, L; Garzon, E; Terra, VC; Velasco, TR; Araújo Jr, D; Iasigi, N; Leite JP; Assirati, JA; Sakamoto, AC - Serviço de Medicina Nuclear, Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica & Centro de Cirurgia de Epilepsia & CIREP & Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto & USP. Pela dificuldade na identificação da zona eliptogênica nas epilepsias intratáveis, a realização de múltiplos estudos perfusionais ictais através da Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único (SPECT) Cerebral podem contribuir para localizar ou lateralizar o foco epileptogênico. Múltiplos SPECTs cerebrais ictais foram realizados em pacientes portadores de epilepsia intratável de diferentes naturezas e cuja localizaçào e/ou lateralização à Monitorização Vídeo-Eletrencefalográfica (MVE) e à Ressonância Magnética (RNM) foram consideradas de difícil definição. As síndromes epilépticas foram diagnosticadas através da história clínica, MVE, RNM de encéfalo. A injeção crítica ocorreu durante a MVE, utilizando Tecnécio 99m ligado a Etilenodicisteína (ECD), na atividade de 1295 MBq (35mCi). Foram obtidas 64 imagens (matrix 64x64), perfazendo a rotação de 360° . Os resultados da avaliação clínica, RNM e SPECT foram correlacionados. Foram realizados 26 SPECTs cerebrais ictais em 12 pacientes (pt), 5 M, 7F, com idade média de 18 anos (4a & 39a), submetidos a MVE. A distribuição sindrômica considerada foi: epilepsias do lobo frontal (3 pt), epilepsias do lobo temporal (3pt), encefalopatias epilépticas multifocais (2 pt), epilepsia do lobo parietal (1 pt), ), epilepsia do lobo occipital (1 pt), Síndrome de Rasmussen (1 pt) e inconclusivo (1 pt). Dez pacientes foram submetidos a 2 SPECT ictais e outros 2 pacientes a 3 exames. Na série de pacientes com 2 exames ictais a concordância entre os dois exames ocorreu em 9/10 pacientes. Em 1 paciente o 2º SPECT decisivo ao lateralizar e localizar a zona de maior hiperperfusão. Dos 2 pacientes com 3 SPECTs, o primeiro paciente teve sua área de maior suspeita diagnóstica corroborada pelo 3º exame, e no 2º paciente 2 SPECTs evidenciaram multifocalidade. Concluímos que, apenas em alguns casos reservados, o SPECT ictal múltiplo pode ser determinante para a elucidação de condições que se apresentem com difícil localização e/ou lateralização da zona epileptogênica. |
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